segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O MÁGICO DE OZ


                                          A maravilhosa terra de Oz


         O mundo de fantasia de Dorothy Gale é a Terra de Oz, uma região atravessada por uma estrada de tijolos amarelos que conduz À Cidade das Esmeraldas onde mora o grande feiticeiro. O Homem de Lata,
o Espantalho e o Leão acompanham a menina do Kansas nas suas aventuras em busca da confiança em si própria.
         Para escrever O Mágico de Oz, Lyman Frank Baum inspirou-se nos contos que os irmãos Grimm reuniram no início do século XIX no principado alemão de Hesse, nos relatos maravilhosos que o dinamarquês Hans Christian Andersen escreveu em meados do mesmo século e no conto infantil Alice no País das Maravilhas que o inglês Lewis Carrol publicou em 1865.
          O livro foi traduzido para mais de 40 línguas e em alguns casos foi adaptado à cultura nacional; por exemplo, na Índia, onde o hinduísmo é a religião majoritária, as versões abreviadas transformam o Homem de Lata numa serpente.
           O Mágico de Oz teve muito êxito quando foi publicado pela primeira vez em 1939 na Rússia. O tradutor Alexander M. Volkov permitiu-se algumas liberdades, entre elas intitulas o livro de O Mágico da Cidade das Esmeraldas, chamar Elli de Dorothy e acrescentar um capítulo no qual se descreve como um ogre rapta a menina que em seguida é resgatada pelos seus amigos. Mais tarde Volk escreveu uma série de sequelas do livro que não tinham grande relação com os originais. Anos depois o livro de Baum, assim como os 13 volumes que em seguida escreveu sobre a Terra de Oz, foram traduzidos para o russo de uma forma mais fidedigna, por isso as crianças russas podem desfrutar de duas versões completamente diferentes.
              Acadêmicos norte-americanos interpretam o livro como uma alegoria da vida social, política e econômica dos Estados Unidos na década de 1890, pois tanto Lyman Frank Baum como o ilustrador Willian Wallace Denslow participavam da política.
             Dorothy, ingênua, jovem e inocente, representa os cidadãos dos Estados Unidos, uma nação recém-constituída. Alegoricamente é o norte-americano normal que, levado pelo mau caminho, procura desesperadamente o caminho de volta à casa. Outros dizem que o tornado é uma metáfora de uma revolução política que transformaria a paisagem monótona do Midwest numa terra de cor e prosperidade ilimitada. Em qualquer caso, na introdução Baum diz que escreveu o conto apenas para entreter as crianças dos nossos tempos. O autor assinala que aspira modernizar os contos maravilhosos e que pretende fomentar a educação em valores positivos; para isso evita os episódios violentos tão habituais nos contos infantis tradicionais.



O Leão covarde.
Na presença do Espantalho e do Homem de Lata, Dorothy diz ao Leão que devia ter vergonha de si próprio.











Lubrificando as juntas.
Ilustração de Denslow na qual Dorothy coloca óleo nas juntas do Homem de Lata que lhe diz agradecido: "É uma sensação muito agradável." 

O Mágico de Oz é um conto infantil nascido da imaginação de Lyman Frank Baum, por isso não é um conto tradicional, mas uma obra literária com uma série de acontecimentos encadeados que fazem a ação progredir. Assim, recomenda-se uma leitura atenta acompanhada pelo visionamento do filme que Judy Garland protagonizou em 1939.




         Baum dedicou-o à sua melhor amiga e companheira, a sua esposa Maud Gage Baum. A extraordinária recepção do livro, tanto nos Estados Unidos como na maior parte dos países americanos e europeus, fez com que entre 1904 e 1919 o escritor escrevesse mais 13 volumes sobre a vida na Terra de Oz.
          Dois anos depois da publicação de O Mágico de Oz, Baum e Denslow, em colaboração com o compositor Paul Tietjens e o diretor Julian Mitchell, produziram uma comédia musical que foi estreada em Chicago e percorreu os Estados Unidos sem interrupção até 1911.
          Lyman Frank Baum é considerado um dos escritores mais importantes da literatura infantil norte-americana.

Da esquerda para a direita, Michel Jackson, Nipsey Russel, Diana Ross e ted Ross no filme O Mágico inesquecível (1978), de Sidney Lumet, baseado no livro de Lyman Frank Baum.
MORAL DA HISTÓRIA

A confiança em si próprio é a qualidade mais importante: permite-nos seguir em frente e empreender novas aventuras!

Abraços... Márcia Elaine.


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